O Cine PE - Festival do Audiovisual deu a largada na sua 30ª edição. Em clima de celebração pelas três décadas do festival, a abertura reuniu no Teatro do Parque, na noite desta segunda-feira (1º), cinéfilos, críticos de cinema e fazedores da sétima arte.
A presença de Taís Araújo abrilhantou a cerimônia. Protagonista de “Doutor Monstro”, filme que deu início à edição, a atriz carioca passou pelo tapete vermelho do festival, ao lado do diretor Marcos Jorge e de integrantes da produção.
“Essa é a primeira vez que o filme é exibido. Ninguém aqui viu ainda, fora o diretor. Espero que ele cause muitas reflexões”, pontuou Taís. “É um grande privilégio seu o filme de abertura desse lindo festival, onde já estive algumas vezes”, complementou Marcos Jorge.
Integrando a Mostra Competitiva de Longas-Metragens, o filme dramatiza a condenação do ex-cirurgião plástico Farah Jorge Farah, que em 2003 matou e esquartejou a paciente Maria do Carmo Alves, com quem mantinha um relacionamento amoroso.
O médico, que morreu em 2017, é interpretado pelo ator Marat Descartes, que também esteve no lançamento. Taís Araújo dá vida à obstinada promotora de justiça Cláudia Ferreira, que tem a missão de colocar na cadeia o réu confesso, derrubando a tese de legítima defesa. A produção está prevista para chegar ao cinemas no dia 10 de setembro.
A diretora do Cine PE, Sandra Bertini, destacou a relevância do evento, que está em processo de receber os títulos de Patrimônio Cultural e Imaterial de Pernambuco e do Recife. “É uma felicidade chegar a uma longevidade tão grande com um projeto cultural do Nordeste e poder ter esse público aqui. Só posso esperar que essa edição traga ainda mais alegria e nos renove.”
Antes da sessão de “Doutor Monstro”, foi exibido um curta-metragem em homenagem ao Cine PE. O documentário revisita os principais momentos do festival ao longo dos últimos 30 anos. Além disso, os corredores do Teatro do Parque receberam fotos, cartazes e outros itens, formando uma espécie de linha do tempo do evento.
Para a surpresa do público, a cerimônia contou com um momento de homenagem a duas frequentadoras assíduas do evento. As irmãs Fátima e Zenaide, que acompanham o festival de cinema desde o seu primeiro ano. Elas receberam o título simbólico de “cidadãs Cine PE”.
Até o dia 7 de junho
O festival segue até o dia 7, com exibições de longas e curtas-metragens.
Nesta terça-feira (2), a diretora Tuca Siqueira apresenta no Teatro do Parque o documentário “BuenosAires”, que acompanha o cotidiano dos moradores da cidade pernambucana que compartilha o mesmo nome da capital argentina. Também serão exibidos os curtas “Os Ursos e Nós”, “Velha Roupa Colorida”, “Mercado Central” e “Os Arcos Dourados de Olinda”.
No final de semana, o Cinema São Luiz também abraça a programação, recebendo a Sessão Matinê, com filmes que estão fora da competição. No dia 4, o Novotel recebe o lançamento do livro “Cine PE: Uma grande história feita de muitas”, de Alfredo Bertini, que aborda a construção de um dos mais tradicionais eventos do audiovisual brasileiro.
Neste ano, o Cine PE entrega sua Calunga Dourada para Cláudia Abreu, em reconhecimento à sua trajetória no teatro, no cinema e na televisão brasileira. O festival também presta homenagem à produtora Gullane Entretenimento e aos filmes “Baile Perfumado” (1996), de Paulo Caldas e Lírio Ferreira, e “O Cangaceiro” (1997), de Aníbal Massaini Neto.